fbpx

apresentam:

apresentam:

Inscreva-se
Inscreva-se

Taxa de abandono em alta! Alunos terminando o Ensino Médio sem saber o básico da língua portuguesa, veja como a pandemia impactou o ensino brasileiro

Taxa de abandono em alta! Alunos terminando o Ensino Médio sem saber o básico da língua portuguesa, veja como a pandemia impactou o ensino brasileiro

5 de julho de 2022

Uma pesquisa feita no início do segundo semestre de 2021, pela “Perda de Aprendizagem na Pandemia”, do Núcleo de Ciência Pela Gestão Educacional do Insper e Instituto Unibanco, relatou que a perda de aprendizagem acumulada durante a pandemia estava estimada em 74% para quem estava no último ano do ensino médio em 2021, tanto em português quanto em matemática.

O professor do Insper, Ricardo Paes de Barros, explica que os números indicam que o fechamento das escolas causou impactos significativos. “O problema educacional  é gigante, tão grande quanto o problema da saúde, maior do que o problema econômico brasileiro. E que esse desafio requer ações imediatas. A sociedade brasileira tem que se comprometer, ela tem uma dívida com a população hoje em idade escolar que vai precisar de muitos anos para ser paga.”

Outro dado alarmante foi a taxa de abandono escolar de alunos do ensino médio na rede pública, que em 2021 dobrou, comparado com os dados de 2020. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) relatou que a taxa em 2020 foi de 2,3%, enquanto que, em 2021, aumentou para 5%. 

Para a coordenadora pedagógica da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Viviane Cardoso, a reação deve ser imediata, já que o estrago causado pela pandemia foi devastador. Em entrevista à CNN Rádio, no CNN Educação, ela lembrou que o tempo de aprendizagem não é automático: “É importante entender que esses dois anos com aulas não-presenciais em boa parte do período trouxeram impacto no desenvolvimento dessa aprendizagem.” “É uma questão que não é automática para se recuperar, é necessário esforço não só da Secretaria, mas é um esforço social também”, completou.

Perguntada sobre em quanto tempo o Brasil conseguiria reverter esse estrago, Viviane foi enfática: “Em um ano é bastante difícil [de reverter], vamos lidar com defasagem não só esse ano, mas pelo menos durante 3 anos contando com esse.” Além disso, ela ressaltou que ações de políticas públicas como a expansão do ensino integral e aumento da carga horária, podem ajudar neste processo.

Leia a matéria completa aqui.

Leave A Comment

Ir ao Topo