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Desvalorização da profissão faz com que falta de professores seja cada vez mais recorrente

Desvalorização da profissão faz com que falta de professores seja cada vez mais recorrente

26 de julho de 2022

Os números são preocupantes! Dados fornecidos pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informam que, somente dos itinerários formativos do Novo Ensino Médio, 44.939 aulas não foram atribuídas na rede (abril de 2022). Isso quer dizer que um quarto das aulas dos itinerários formativos estavam sem professor para ministrá-las – ou seja, todos os dias milhares de estudantes da maior rede de ensino do país ficam sem aulas devido a falta de professores.

Em fevereiro deste ano, o saldo de vagas formais criadas na educação foi o mais alto da série histórica, segundo recorte feito por uma consultoria, a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Foram criados mais de 66 mil postos nas instituições de ensino brasileiras. Porém, o setor ainda não preencheu todos os espaços. Entretanto, nem isso foi o suficiente.

A desvalorização do trabalho do professor no Brasil é histórica e tem contribuído para afastar os jovens dos cursos de formação de professores há muito tempo. No entanto, essa desvalorização assume contornos ainda mais preocupantes no estado de São Paulo. Essa desvalorização leva os professores a, frequentemente, desistirem da docência na rede estadual, o que evidencia o grande número de pedidos de exonerações docentes.

Além dos baixos salários, que empurram os docentes para fora das escolas estaduais, o governo de São Paulo também tem deixado a desejar: o estado não realiza concursos públicos para contratação de professores desde 2013 e 2014, quando abriu vagas para ensino fundamental e médio, respectivamente.

Como se vê, ainda que existam professores habilitados interessados em trabalhar na rede estadual de São Paulo, a entrada desses profissionais nas escolas estaduais tem sido dificultada pela não realização de concursos públicos e pelo complicado processo de atribuição de aulas para professores temporários.

Na falta de professores legalmente habilitados a assumir as aulas, a Seduc-SP tem flexibilizado cada vez mais as exigências de formação para ser docente temporário na rede estadual. Nesse caso, bacharéis, tecnólogos e estudantes de cursos de licenciatura podem assumir as aulas não preenchidas na ausência de professores habilitados e concursados.

Em resumo, podemos resumir que o problema da falta de professores na rede estadual de São Paulo pode ser explicado por uma série de fatores bem objetivos: 1) milhares de professores desistem de trabalhar nas escolas estaduais paulistas todos os anos; 2) outros tantos professores se afastam regularmente do trabalho por motivos de saúde; 3) a Seduc-SP não realiza concursos e cria uma série de dificuldades para a contratação de professores temporários. O resultado dessa conta é perverso: salas de aula sem professores, professores pouco preparados ministrando aulas e milhares de estudantes sem acesso ao conhecimento.

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